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Great Ideas III: Phil Baines + David Pearson

11 Nov


Os meus tesouros da 4091979365_364aa0f94b_o

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De comer e chorar por mais

11 Nov

Precisará David Pearson de ser apresentado?
Mesmo que não reconheça o nome, possívelmente reconhecerá alguns dos trabalhos da Penguin em colaboração com Phil Baines.
Quando os livros da colecção “Great Ideas” chegaram às bancas, não se assemelhavam com nada que existisse. Cada capa era única e harmonizava-se perfeitamente com a série. Usando capas finas, uma palete de cores restrita, lançavam um sorriso ao passado da Penguin, mas respeitavam profundamente o espírito dos livros e do tempo em que foram editados pela primeira vez. Estes livros estiveram à venda por algum tempo na Fnac, mas desapareceram e não foram repostos.
David Pearson, embora tenha a sua empresa, continua a colaborar com a Penguin e faz ainda capas para as Éditions Zulma e, por vezes, para a White’s Books. Além de continuar a dar-nos um enorme prazer.

Consumo de tinta e muito mais

10 Nov

Matt Robinson e Tom Wrigglesworth, dois estudantes graduados por Kingston, venceram o prémio “Best New Blood” com um vídeo para a HP. Realizaram ainda um curioso teste de escrita de fontes para determinar as mais efectivas em termos de consumo de tinta.

O gráfico, que aqui se reproduz com a autorização dos autores, além de extraordinariamente original, revela algumas conclusões inesperadas.

Os sites de Matt e Tom, expõem em detalhe o processo e mostram outros trabalhos criativos e poéticos, como o Kiteography de Tom Wrigglesworth.

Letras do Alfabeto do Mr Edwards’ Crap Book.

1 Nov

Mr Edwards estudava na St Martins’s School of Art (um abraço para o Pedro Almeida) e no Royal College of Art quando começou a coleccionar imagens e a fazer scrapbooks. Trabalhou com Terry Jones e Stephan Male, e alimentou a sua paixão pela impressão de velha tecnologia, provas de impressão com separações erradas e cores ausentes.

Mais tarde usou as embalagens de fruta que recolhia, justapôs-lhes frases tiradas de contexto e começou a produzir colagens que resultavam em poemas visuais um pouco aleatórios e ready made, à maneira do Dadaismo.

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Esta entrada chama-se “I” is for Ireland e foi roubada descaradamente da revista Eye.

Cacafónico, mas genial

10 Out

Como fazer com que subir degrau a degrau seja tão divertido que preferimos fazê-lo a tomar a escada-rolante?

TheFunTheory, uma iniciativa da Volkswagen. À atenção de quem enfrenta a necessidade de induzir mudanças comportamentais, nomeadamente em núcleos urbanos. Recomendação para o Metro do Porto, estação Casa da Música. É mais fácil se o esforço que pedimos diverte as pessoas.

Via Susana Alpalhão

A importância de se chamar Stefan

2 Out

Conferência TED com Stefan Sagmeister. Jul 2009.

Stefan Sagmeister encerra a cada 7 anos o seu estúdio de Nova Iorque para um ano sabático. De acordo com a apresentação, retirou 5 anos ao momento da reforma e tenciona utilizá-los em 5 momentos da sua vida profissional, pensando e rejuvenescendo o seu trabalho. Nem todos podemos fazê-lo, mas merece crédito o argumento de que este período off se reflecte em mais qualidade e logo em trabalhos mais bem pagos, compensando a prazo.

Embora convencido das virtualidades e aplicações potencialmente inesgotáveis da solução de Sagmeister, interessantíssima do ponto de vista teórico, inicialmente achei o projecto de comunicação da Casa da Música de díficil sustentação ao longo do tempo, fosse pela exigência da interpretação criativa por parte dos designers locais, fosse sobretudo pelas limitações da fonte “SIMPLE”, desenvolvida para a identidade e sinalética do aeroporto de Bona, onde efectivamente é adequada. O excelente trabalho da equipa que faz a execução local das peças gráficas, dissipou muitas das dúvidas do momento inicial, ultrapassou as expectativas, mas não gorou dar mais durabilidade à fonte escolhida.

O case study da Casa da Música, nomeadamente no que respeita ao software que aplica as cores dos temas ao logo, constitui o elemento mais interessante e convincente da conferência. Isto se ignorarmos as vicissitudes do processo de escolha do designer e não quisermos reabrir a questão do diletantismo de, em apenas 4 anos, se mudar 3 vezes o logotipo de uma instituição. Mas disso, o Sagmeister não tem culpa nenhuma.

Consistência

4 Set

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Daniel Dennett e Darwin

27 Jun

Ou de como um bom design não requer um designer inteligente.

Uma nova linguagem para o design

19 Jun

Reflexão lateral à Conferência Design e Sustentabilidade com Alexander Manu

Generalizou-se a expressão “consumidor” ao ponto de ela se apossar e confundir com a condição de cidadania. E isso constitui uma redução, não uma expansão. Somos tanto mais pessoas quanto menos consumidores.
O consumo como modo de vida, rouba tempo, acentua a neurose social ao fornecer um falso substituto de felicidade, dá a ilusão de direitos inexistentes e aumenta a pressão para que o processo se torne, a jusante, francamente inimigo de um modo de vida consequente.

Se ao folhear uma revista de consumidores espera encontrar, antes de cada teste, a pergunta “precisa disto?”, ou desintoxicações de compras por impulso, estudos suficentes sobre o perigo e consequências do endividamento e um convite à única coisa razoável e realmente importante- consumir menos, desiluda-se porque o personagem central é um ser estranho que se vê a si próprio como um pequeno ditador, uma pessoa apetrechada de especificações técnicas e arquétipos suficientes para lhe ocuparem todo o tempo, mas que permanece basicamente no desconhecimento do processo.
As campanhas de angariação de associados “assine a revista x e receba este fabuloso MP3 inteiramente grátis”, utilizam os mesmos processos do marketing mais agressivo para gerar decisões imediatas. São peças fora de prazo da cartilha “Compro, logo existo”.

O problema de base consiste em olhar para o mundo como um somatório de segmentos de consumidores. O design não se libertou da canga da linguagem do marketing e, mesmo sem o pretender assume, no uso deste termo, uma atitude ideológica. Este problema não é novo, nem específico ao design. A substituição do termo “doente” por “cliente” no serviço de saúde não é inócua, e exemplifica a mudança que a linguagem é susceptível de incorporar. É toda uma forma diferente de considerar a pessoa que está à nossa frente.

Não podemos aceitar ser definidos como consumidores, nem incluir esta noção no léxico do design, sob pena de vermos os destinatários do nosso trabalho numa versão pobre e redutora do que são. Podemos mudar a linguagem ou podemos aceitar que a linguagem mude o nosso modo de olhar. O uso da linguagem da economia não serve à ética no design.

A inutilidade segundo Philippe Starck

14 Jun

Versão legendada em view subtitles

Design e Sustentabilidade

4 Jun

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Debate com Henrique Cayatte, Carlos Aguiar, Cecilia Loschiavos, Jan Carel Diehl e António Barreto. Inscrição.

Pode o design salvar os jornais?

9 Maio