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A importância de se chamar Stefan

2 Out

Conferência TED com Stefan Sagmeister. Jul 2009.

Stefan Sagmeister encerra a cada 7 anos o seu estúdio de Nova Iorque para um ano sabático. De acordo com a apresentação, retirou 5 anos ao momento da reforma e tenciona utilizá-los em 5 momentos da sua vida profissional, pensando e rejuvenescendo o seu trabalho. Nem todos podemos fazê-lo, mas merece crédito o argumento de que este período off se reflecte em mais qualidade e logo em trabalhos mais bem pagos, compensando a prazo.

Embora convencido das virtualidades e aplicações potencialmente inesgotáveis da solução de Sagmeister, interessantíssima do ponto de vista teórico, inicialmente achei o projecto de comunicação da Casa da Música de díficil sustentação ao longo do tempo, fosse pela exigência da interpretação criativa por parte dos designers locais, fosse sobretudo pelas limitações da fonte “SIMPLE”, desenvolvida para a identidade e sinalética do aeroporto de Bona, onde efectivamente é adequada. O excelente trabalho da equipa que faz a execução local das peças gráficas, dissipou muitas das dúvidas do momento inicial, ultrapassou as expectativas, mas não gorou dar mais durabilidade à fonte escolhida.

O case study da Casa da Música, nomeadamente no que respeita ao software que aplica as cores dos temas ao logo, constitui o elemento mais interessante e convincente da conferência. Isto se ignorarmos as vicissitudes do processo de escolha do designer e não quisermos reabrir a questão do diletantismo de, em apenas 4 anos, se mudar 3 vezes o logotipo de uma instituição. Mas disso, o Sagmeister não tem culpa nenhuma.

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O amor romântico e muito mais

22 Jul

Contrariando a tendência actual para a atonalidade e indiferenciação, uma conferência da antropóloga Helen Fisher, uma voz séria, interessante e útil na reflexão sobre esta questão, ilustrando os temas dos livros “Porque Amamos: A natureza e a química do amor romântico”, “O Primeiro Sexo” sobre o papel da mulher, e do recentíssimo “Why Him? Why Her”, ainda não editado no nosso país.

Quem acha que, como diz Helen Fisher, “um mundo sem amor, é um lugar morto” mas também concorda que “não fomos desenhados para sermos felizes”, pode encontrar análises de rara qualidade em “A Paixão Perigosa”, um trabalho sobre o ciúme da autoria de outro antropólogo, David Buss, “Coisas do Amor” do filósofo Umberto Galimberti e o eternamente actual “Fragmentos do Discurso Amoroso” de Roland Barthes.

Crianças, a mania da segurança

28 Jun

Por GeverTulley

O Paradoxo da Escolha

25 Jun

Uma nova linguagem para o design

19 Jun

Reflexão lateral à Conferência Design e Sustentabilidade com Alexander Manu

Generalizou-se a expressão “consumidor” ao ponto de ela se apossar e confundir com a condição de cidadania. E isso constitui uma redução, não uma expansão. Somos tanto mais pessoas quanto menos consumidores.
O consumo como modo de vida, rouba tempo, acentua a neurose social ao fornecer um falso substituto de felicidade, dá a ilusão de direitos inexistentes e aumenta a pressão para que o processo se torne, a jusante, francamente inimigo de um modo de vida consequente.

Se ao folhear uma revista de consumidores espera encontrar, antes de cada teste, a pergunta “precisa disto?”, ou desintoxicações de compras por impulso, estudos suficentes sobre o perigo e consequências do endividamento e um convite à única coisa razoável e realmente importante- consumir menos, desiluda-se porque o personagem central é um ser estranho que se vê a si próprio como um pequeno ditador, uma pessoa apetrechada de especificações técnicas e arquétipos suficientes para lhe ocuparem todo o tempo, mas que permanece basicamente no desconhecimento do processo.
As campanhas de angariação de associados “assine a revista x e receba este fabuloso MP3 inteiramente grátis”, utilizam os mesmos processos do marketing mais agressivo para gerar decisões imediatas. São peças fora de prazo da cartilha “Compro, logo existo”.

O problema de base consiste em olhar para o mundo como um somatório de segmentos de consumidores. O design não se libertou da canga da linguagem do marketing e, mesmo sem o pretender assume, no uso deste termo, uma atitude ideológica. Este problema não é novo, nem específico ao design. A substituição do termo “doente” por “cliente” no serviço de saúde não é inócua, e exemplifica a mudança que a linguagem é susceptível de incorporar. É toda uma forma diferente de considerar a pessoa que está à nossa frente.

Não podemos aceitar ser definidos como consumidores, nem incluir esta noção no léxico do design, sob pena de vermos os destinatários do nosso trabalho numa versão pobre e redutora do que são. Podemos mudar a linguagem ou podemos aceitar que a linguagem mude o nosso modo de olhar. O uso da linguagem da economia não serve à ética no design.

Esperar pelo melhor – Joachim Posada

16 Jun

Poder-se-ia substituir aqui a ideia de sucesso pela de felicidade e a de receita pela de reflexão. Há algo no imediato que impede um sentido e uma satisfação maiores.

Como nos é dada a Informação

14 Jun

“1. O mundo é tudo o que é caso. 1.1. O mundo é a totalidade dos factos, não das coisas. 1.2. O mundo é determinado pelos factos e assim por serem todos os factos.”

Wittgenstein in Tractatus

A inutilidade segundo Philippe Starck

14 Jun

Versão legendada em view subtitles

Compaixão

1 Jun

ver aqui

por Daniel Goleman

A quem for útil

30 Maio

Conferência legendada em Português

por Barry Schwartz – Vale a pena vêr esta longa conferência completa. Percebe-se melhor porque está aqui.

Pode o design salvar os jornais?

9 Maio

O que o telemóvel faz connosco

8 Maio

Coisas simples e boas

5 Maio