Pobreza no Porto – Desemprego (IV)

31 Out

Os números são péssimos mas podiam ser bons e continuariam a dizer sempre pouco sobre a realidade. Um licenciado que nunca tenha logrado conseguir um emprego não é, tecnicamente, desempregado ainda que esteja à procura de emprego há vários anos. No “abstracto” pode ter-se uma economia “boa”, financeiramente sã, que esconde uma situação muito má. A ligação entre as decisões estruturais que definem o modelo em que assenta a economia, e a vida concreta das pessoas, perdeu-se há muito. As pessoas que decidem a um nível macro estão mais preocupadas em controlar o efeito mediático das políticas que nas suas consequências concretas. Nada se passa ao nível da realidade material visível até ouvirmos em discurso directo ou conhecermos por proximidade uma pessoa que esteja nesse lugar. O mundo que conhecemos está a desintegrar-se, e isso não é uma questão de adequação à mudança. Se ainda for verdade que o maior capital de que dispomos são as pessoas, é visível que andamos a desperdiçar recursos valiosos que poderiam permitir-nos fazer muito mais do aquilo que é feito. É uma questão de valores e de paradigma.

Vale a pena ouvir uma pessoa que quer trabalhar e fazê-lo com dignidade. Soube que, após este documentário, este homem conseguiu trabalho e o seu contributo e atitude são apreciados.

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