O grande-escritor, visto de frente

22 Out

“Meu caro amigo” composta por Francis Hime para Chico Buarque, aqui num inspirado arranjo de Eduardo Jordão

A verdadeira dificuldade na vida de um grande escritor surge apenas quando age como homem de negócios na vida intelectual, mas, por tradição, de forma idealista;
(…)
O homem de negócios ambicioso encontra-se hoje numa situação difícil. Se quiser estar à altura das antigas forças do ser, tem de articular a sua actividade com grandes ideias. Acontece que hoje já não existem grandes ideias em que se acredite sem contradições, pois este nosso presente céptico não acredita, nem em Deus, nem na humanidade, nem em coroas nem na moralidade – ou então acredita em tudo isso ao mesmo tempo, o que vem dar ao mesmo. Assim sendo, o homem de negócios, que não está disposto a abdicar de grandes ideias que lhe sirvam de bússola, teve de recorrer à estratégia democrática de substituir o incomensurável efeito da grandeza pela grandeza mensurável dos efeitos.

“O Homem sem Qualidades” de Robert Musil

Vídeo via A Barriga de um Arquitecto

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