Sócrates em registo pessoal

12 Set

Não se desse o caso de Sócrates citar de “memória” Ricardo Reis numa resposta com todo o ar de espontânea, teria andado todos estes anos a fazer mau juízo do homem e da sua relação com a cultura, passando ao lado da faceta poética, do apego à literatura e, porque não dizê-lo, desumanizando-o injustamente.

Mesmo assim não me livrei de um arrepio quando, ao usar o trevo das 4 folhas numa estranha analogia, me ocorreu que pudesse, de novo traído pela memória, acabar a citar outro poema de Álvaro de Campos, “Opiário”, aquele em que se diz “Eu fingi que estudei engenharia”, mas a coisa prosseguiu e eu sosseguei.

PS! Só agora me dei conta que o título do post deveria ter sido “O ano da morte de Sócrates”. Politicamente, entenda-se.

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2 Respostas to “Sócrates em registo pessoal”

  1. O Moscardo 12/09/2009 às 2:00 #

    O poema que ele deveria recitar, para fazer justiça ao seu nome:
    “Não sei nada.
    Nunca Serei Nada.
    Nao posso querer Ser Nada.
    À parte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo”.
    Álvaro de Campos, Tabacaria…

  2. IP 15/09/2009 às 15:31 #

    Estás muito confiante, meu amigo, na morte do engenheiro… Política, naturalmente. Quem me dera partilhar da tua confiança.

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