Manuel Pinho decide “investir”

2 Jul

Manuel Pinho faz chifres para bancada do PCP. Público

A infantilização da política atingiu novo máximo histórico. É do bom-senso, se restar algum, que o ministro da economia ou não está bem de saúde, ou não tem a menor noção do que é um parlamento ou, uma vez que esta imagem vai correr mundo, decidiu destruir, de uma assentada, a estratégia de promoção da imagem de Portugal. Seja qual for o motivo, perdeu todas as condições para continuar no cargo e para representar o país nas instâncias internacionais. Uma vez que esta peça da descredibilização da nossa democracia, será a notícia de abertura dos telejornais por todo o lado, espera-se, em nome da dignidade do estado, que o ministro se antecipe e apresente a demissão para não causar mais prejuízos ao país e ao governo desnorteado que integra.

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2 Respostas to “Manuel Pinho decide “investir””

  1. IP 03/07/2009 às 17:06 #

    Antecipar, não se antecipou…. Aliás, rezam as notícias hoje, que o senhor ainda achava que tinha condições políticas para permanecer no cargo e que foi preciso ‘empurrá-lo’ de lá para fora. Sabes o que é incrível? É ouvir o empresariado todo a lamentar a partida do ministro da Economia, considerando, como eu já ouvi hoje, que a política fica mais pobre! Mais pobre em quê, só se for em falta de bom senso e idiotice. Porque, em boa verdade, eu nem entendo como é que o Primeiro-Ministro o aguentou nas tantas e tantas gaffes anteriores. Enfim, é o mundo político que temos. De qualquer forma, eu sabia que tu não irias deixar passar este caso em branco.

    • Helder Robalo 03/07/2009 às 19:51 #

      Enquanto as sondagens eram favoráveis ao Governo, até dava jeito ao primeiro ministro ter um Manuel Pinho no Executivo. Aliás, com um Pinho e um Lino ao seu lado, Sócrates podia continuar calma e serenamente a sua caminhada até à renovação legislativa. As gaffes, lamentáveis, serviam sobretudo para afastar atenções e olhos de medidas políticas mais ou menos polémicas.
      Lembra-te que por causa de outras polémicas (políticas) e contestações, outros ministros foram remodelados (nomeadamente Isabel Pires de Lima e Correia de Campos, embora tenha ficado a dúvida sobre as verdadeiras razões da saída de Campos e Cunha).
      O problema é que, entretanto, houve umas eleições, perdidas, e a descoberta de que as sondagens, afinal, eram diferentes da realidade e o panorama não era assim tão favorável ao PS como se pensava.
      Perante um cenário destes, e com o Governo já de si desgastado, o primeiro ministro não podia correr o risco de, a três meses das eleições legislativas, manter em funções no Executivo um ministro que, de cabeça perdida, fez o que não devia no Parlamento. Teria a Oposição em peso – e a opinião pública naturalmente – a cair-lhe em cima por não sancionar esta triste atitude de Manuel Pinho.
      Confesso mesmo que, seguindo esta linha de raciocínio, me custa mais a perceber a manutenção no Executivo da ministra da Educação – depois das duas gigantescas manifestações de professores em Lisboa – do que do ex-ministro da Economia e do ministro das Obras Públicas.

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