Rui Rio, o seu a seu dono

27 Jun

Foi pela mão de Rui Rio, que se soube que dos 11 mil milhões de euros do QREN destinados à Região Norte do país, mais de 1,5 mil milhões já foram canalizados pelo Governo para financiar projectos de Lisboa e Vale do Tejo. Estes dados obtidos por via judicial, junto do Tribunal das Comunidades da União Europeia, revelam que ao abrigo da norma de excepção inscrita pelo Governo no QREN- o “spill over effect”, foram aplicados , 300 milhões de euros para a modernização administrativa da PSP de Lisboa, do Instituto de Reabilitação Urbana e da PJ; 31 milhões para o Instituto de Registos e Notariado; 23 milhões no Gabinete de Estatística do Ministério da Educação; 20 milhões para a qualificação profissional da Administração Central, além de uma verba não quantificada para o Website da PSP de Lisboa. Tudo projectos com enorme impacto difusor a nível nacional como é fácil constatar.

Desenvolvimento da notícia no Público

Oponho-me firmemente ao presidente da CMP e à sua lógica política, mas registo o mérito de Rui Rio na denúncia desta situação. Não me move qualquer critério regionalista. Oponho-me à cultura de subsídio da sociedade portuguesa e nada sei da bondade do critério de distribuição regional de verbas. Esta é uma questão puramente ética e fornece uma clara imagem de gente que faz batota quando não está ninguém a olhar. Se a si lhe acontecer sentar-se ao lado de um membro do governo, aproveite para solicitar uma aula de contabilidade criativa e descentralização. Estará de certo entregue a um especialista, mas guarde bem a carteira.

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Uma resposta to “Rui Rio, o seu a seu dono”

  1. aaa 28/06/2009 às 14:23 #

    Notícia da Lusa:

    O vereador Rui Sá (CDU) acusou hoje o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, de “incapacidade” para montar grandes projectos que possam com efectividade captar verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
    “O Dr. Rui Rio farta-se de criticar o investimento de milhões no plano de recuperação da frente ribeirinha de Lisboa, exigindo o mesmo para o Porto. Mas como é que pode exigir isso se ele aqui no Porto não tem mais do que um mero concurso de ideias para a frente ribeirinha?”, disse o autarca comunista.
    Rui Sá considera que esta é mais uma situação em que fica evidente a “falta de combatividade” de Rui Rio na defesa dos interesses da região e da cidade, no que se refere à repartição das verbas do QREN para apoio de projectos de desenvolvimento.
    O vereador da CDU falava à Lusa à margem de uma visita à Praça de Lisboa destinada a chamar a atenção para o “fracasso” dos processos de reconversão dos mercados do Bolhão, Ferreira Borges e do Bom Sucesso.
    “A actual situação destes processos representa um fracasso para o modelo de privatização decidido por Rui Rio para estes equipamentos”, afirmou.
    Para Rui Sá, estes processos falharam porque “estavam, à partida, errados” e, em segundo lugar, devido à incúria com que a Câmara tem os tem gerido”.
    “A única justificação que ele sabe dar é que a culpa é dos outros”, criticou Rui Sá,
    O autarca considera que no caso do mercado do Bolhão, o porjecto estava “ferido de morte” pelo facto de se basear “no conceito errado de que a iniciativa privada estaria disponível para fazer outra coisa do que transformar aquele espaço num centro comercial”.
    “Insistindo na sua teimosia, Rui Rio conduziu o processo a um beco sem saída, sendo certo que, apesar das tentativas de dourar a pílula” com um acordo subscrito com o Instituto de gestão do Património Arquitectónico (IGESPAR), cujos prazos têm vindo, também, a derrapar substancialmente”, afirmou.
    No Mercado Ferreira Borges, Rui Sá criticou o facto de que “objectivamente, não havia uma ideia e um conceito para o principal equipamento municipal existente no Centro Histórico do Porto, a par da Casa do Infante”.
    “Apenas se dizia que devia ser um equipamento de lazer ou cultura, o que significava que até podia ser uma pista de karting (“indoor”). Felizmente, a única candidatura que apareceu envolve um projecto de animação interessante, mas as obras, que deveriam ter sido estar concluídas em Julho de 2009, acabam de iniciar-se, pelo que a inauguração nunca ocorrerá neste mandato”, disse.
    Rui Sá considerou que a situação no Mercado do Bom Sucesso a situação não é melhor, já que apenas duas candidaturas se apresentaram.
    “Passados 16 meses, nada mais se sabe do que isso, sendo certo que o facto de já ter passado tanto tempo sem a apresentação de conclusões não parece auspicioso para o projecto apresentado pela Coligação PSD/CDS”, disse.
    A CDU considera que estes fracassos e atrasos se devem, essencialmente, “à concepção neo-liberal que tem vindo a presidir a estes projectos mas, também à incapacidade que Rui Rio e a maioria PSD/CDS têm manifestado na implementação destes projectos, e que é hoje evidente aos olhos dos portuenses”.

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