Lê-se e não se acredita!

22 Maio

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A administração da Auto-Europa propõe que as semanas de trabalho sejam de quatro dias de laboração em alturas de quebra e de seis dias em picos de produção, sendo os sábados pagos como um dia normal. Parece razoável nas actuais condições.
A comissão de trabalhadores não aceita o trabalho ao sábado sem prémio e torna esse facto público. O sector automóvel está e vai continuar em retracção. Os principais exportadores portugueses eram, no final do ano, a Petrogal, a Auto-Europa e a Qimonda. Segundo dados da empresa de 2007 a VW Autoeuropa emprega 2 990 trabalhadores e os seus fornecedores 2 350 no parque industrial e 3 750 na região. Esta história parece um “remake” da da Azambuja e se não houver bom senso dos trabalhadores vai acabar exactamente da mesma forma.

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3 Respostas to “Lê-se e não se acredita!”

  1. Luis 25/05/2009 às 15:44 #

    Todas as relações de trabalho neste momento estão a ser postas à prova. Saber reconhecer momentos difíceis e agir em conformidade é uma medida de bom senso com beneficio para todos. Os será que o Estado Português vai continuar eternamente a absorver “mão-de-obra”?

  2. IP 28/05/2009 às 12:18 #

    O problema, meu amigo, é que a empresa não estabelece um horizonte temporal para esta medida. Quer dizer, não admite que o sábado como dia normal de trabalho é uma medida de excepção. Ninguém quer ficar sem emprego. As posições não devem ser extremadas, obviamente, porque ninguém ganha com isso e muito menos o país. Mas convém ser “sério” nas propostas que se fazem. Porque como tu próprio dizes, parace razoável nas actuais condições. Quando as condições se alterarem, e acabarão por se alterar, deixará de ser razoável. Logo, há que acautelar que a medida deixará de ser eterna e que não serão sempre os trabalhadores a pagar, exclusivamente à custa dos seus direitos, a factura da crise.

    • Um zero à esquerda 28/05/2009 às 12:40 #

      Obrigado por trazeres uma questão importante, mas se eu te disser quanto ganha um operário da auto-europa, acho que vais corar. A VW foi antes elogiada e por boas razões pelos sindicatos alemães a propósito do banco de horas. Há que acautelar os interesses dos trabalhadores mas ninguém pode fazê-lo produzindo carros para stock. A crise da indústria automóvel, essa, é para sempre. Mesmo sem ela, haveria que reduzir urgentemente a utilização deste modo de transporte.

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